domingo, 23 de outubro de 2011

Aquarela!


Se algum dia acordasse e me redescobrisse criança ou tivesse a chance de começar tudo de novo, trataria modo de dar outra cor aos fatos. Tiraria do baú só as coisas de rara importância: - Chuva no fim do dia, tarde com sol, vestido de renda, doce de goiaba com queijo, primeiro amor...

A cidade seria pequenininha, mansa, com carruagens e seus coches elegantes, com mulheres cozendo fazenda e fofocando em domingos preguiçosos. E um rio. Não faltaria um rio que serpenteasse em segredo aproximando os continentes. A vida se daria lenta, absoluta. Própria pra poder caber entre os vãos dos dedos e eu, de profissão, seria encantadora de histórias. Por invenção seria procuradora de nada; assim sem motivo reto. Apenasmente pelo desejo largo de ser!

Sorriso seria pra gozo do espírito, alegria regalo da alma e cada família teria por mérito um conserto de rouxinóis. No quintal plantaria duas ou três figueiras para uso e melodia dos pardais. As andorinhas que se contentassem com a amoreira, ou então com a macieira.

Meu plano de saúde seria um passeio na praça e de dor não sofreria porque tomaria mais sorvete. Dois por dia. Não três. Dois de creme e um de morango.

Não, melhor: Dois de chocolate e um de morango. E se ainda me sobrasse tino, não faltaria sensação de primeiro beijo, olhar estrangeiro, travessura proibida, espera de primavera com o sol aquecendo o gelo dos pés. Hum... O que aliás eu desconsidero pois, já que é de meu desejo então não existiria inverno e as estações oscilariam apenas entre calor e mais calor.

Amor se colheria aos maços e os armazéns venderiam saudades das mais variadas. Da roxa e da dobrada. Tudo ao gosto do freguês.

Para noite eu emprestaria minhas tintas e pediria a ela que pintasse um retrato de outono. Vestido branco, anel no dedo, paixão. Pediria que a vida corresse ao contrario e que com o caminhar dos anos mais infância me coubesse. Pediria um carrilhão de sonhos, variando cor e sabor. Pediria mais coragem e alegria e que a felicidade abrisse os olhos com urgência.

Pediria mais simplicidade pra enxergar o que se esconde nas frestas do meu dia. Uma pintura, uma aquarela.

Se algum dia acordasse e me redescobrisse criança ou tivesse a chance de começar tudo de novo, trataria modo de viver...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um gole de vinho e tua boca se fez um incêndio
Uma palavra, Um olhar, cumplicidade a meia luz.
Um gole de vinho e tua boca se desfez num incêndio
O encaixe perfeito da tua mão na minha cintura.
Um suspiro, um silencio
E o que se seguiu depois.

segunda-feira, 27 de junho de 2011


Surpreendentemente o sol nasceu, invadiu meus abismos, tirando a poeira e o limo.Uma vontade de alegria palpitou rompendo espaços. Abriu sorriso, quebrou o gelo, me pôs de pé encarando a paisagem de inverno. Surpreendentemente o sol nasceu, me fez bonita, feliz... e a vida reascendeu nas minhas veias!

domingo, 26 de junho de 2011

Segredos passam pelo vão da minha janela, a vida mudou de tom num lugar chamado Segualquia!

sábado, 25 de junho de 2011

Caótica!!!


Antigamente eu achava que a vida teria mais cor quando eu crescesse.
Que a primavera seria carregada de felicidade em longa escala
que a lua brilharia com o estalar dos meus dedos
E que violeiros fariam fila pra me embalar com suas toadas.
Hoje em dia sinto que o frio não disfarça,
que a felicidade virou fumaça,
a lua das nuvens não passa
E o transito da janela compõe uma melodia sem graça!

E meus olhos insistiram em alvorecer as cinco da manhã. Passei a observar atentamente cada movimento da noite até a manhã me desejar bom dia!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Toda mulher tem em si, uma loba, uma lua, uma centelha criadora de histórias que realiza a cura.

Toda mulher é capaz de amar sentir, criar, realizar em si a tecitura das aranhas, das tecelãs, das parcas parideiras do destino.

Em toda mulher habita uma bruxa, uma mãe, um segredo perdido na névoa, a face oculta, o breu, a tempestade.

Em cada mulher habita o inexplicável , o absoluto, o inconjugável.

Em cada mulher habita um diamante raro, uma escolha um desejo, um ser...

Apenas...